Pois...isto de me habituar a por aqui musiquinhas!!! Mas pronto, é uma forma como tantas outras de mostrar o que se sente...
Dá-me ar Dá-me espaço para respirar Dá-me tempo para sofrer Quero alcool para comer Quero um muro para espancar Até doer... Dá-me ar Quero vento para tentar Quero luz só para me ver Quero ferro para trincar Quero olhar de frente o sol Até queimar... Dá-me ar... Quero mais Quero um trono para perder Quero um quarto para gritar Quero gente para roer Quero um mundo para puxar Até morrer... Dá-me mais Quero terra para comer Quero Deuses para lutar que o mais fácil é perder que difícil é pensar em acordar... Dá-me ar... Dou-te cor Dou-te vidas para cantar Dou-te raiva para dançar por cima do que é meu Dá-me ar.
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"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar." Guerra Junqueiro, 1896. |
Eu tenho um certo gozo em ver-te contente
já sei que o meu sentimento é banal
mas nem por isso o que eu te digo
a meu ver é menos importante
Ás vezes apetece-me oferecer-te um presente
mas nem sempre calha
e quando calha é quase sempre
aparentemente insignificante
Por exemplo gostava de te dar uma paisagem
com camelos e mar ao fundo
maravilhosa e serena
tranquilamente estimulante
Mas como pintor sou um desastre
e como economista ainda mais decepcionante
mesmo assim eu insisto em fazer parte
do teu mundo
O boletim meteorológico anunciou calor
não vou duvidar
faz sentido no meu sistema solar
Imagina que sou um ilusionista
que arranca coisas do chão, do chapéu, do coração
talvez assim vejas em mim um homem novo
todo elegante
O que na verdade sou e a verdade
pode ser elavada á coisa sonhada
reinventada por muito se querer
e eu quero ser o teu amante
Desta vez vou construir uma cama de espuma
adequada á função de voar
com limpa pára-nuvens
mesmo á altura do teu olhar
Se for preciso um pára-quedas arranjam-se
uns milagres em bom estado prontos a usar
se achares que não valeu a pena, aí lamento
mas não posso mesmo concordar
O boletim meteorológico anunciou calor
não vou duvidar
faz sentido no meu sistema solar
Gracias....
Recomeça ...
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Unamuno
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
F.P. "O Mestre"
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Expliquem-me lá o que é que eu faço quando me aparecer este no meio da estrada?!?!?!!!!
(o sr. tá com uma guitarra na mão!!!!! deixa cá ver.... pois...este não chego lá!!!!)

OK! Ok!
Este eu sei: proibido estar de trombas! ![]()
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